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Petistas admitem que a chegada de José Serra, Tasso Jereissati e Antônio Anastasia ampliará a atuação da oposição

Na próxima legislatura, o PSDB receberá um reforço no Senado. Não cresce em tamanho, mas três nomes de peso são esperados para ajudar a oposição na missão de se contrapor com mais vigor ao governo. José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG) e Tasso Jereissati (CE) deverão, na avaliação de seus aliados, melhorar a qualidade da bancada. Até o PT admite que a chegada deles deve ampliar o espectro de atuação da oposição na Casa.


“Teremos uma oposição fortalecida no ânimo e na qualidade. São pessoas experientes e altamente qualificadas. Estão conectadas com a sociedade, que está indignada com tudo que está acontecendo”, analisa o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “Não diria uma oposição mais agressiva, mas mais representativa. A eleição deste ano despertou a população. Será uma oposição que fará cobranças e fiscalizará. É um novo momento e é isso o que assusta ao PT, que está desconectado desse sentimento”, declara o presidente tucano.

“Só acrescenta qualidade ao desempenho. Não crescemos numericamente, mas fica uma bancada mais qualificada”, pondera Álvaro Dias (PR). Numericamente o PSDB não crescerá no Senado, ao contrário, perdeu uma vaga. Manteve duas cadeiras, com Álvaro Dias, no Paraná, e Anastasia, em Minas Gerais, que substitui Antonio Aureliano (PSDB), segundo suplente que assumiu o mandato depois da morte de Eliseu Resende (DEM), em 2011, e da renúncia de Clésio Andrade (PMDB), em julho. Andrade é réu no processo conhecido como mensalão tucano.

Mesmo tomando duas cadeiras que pertenciam a partidos da base, (em São Paulo, o partido conquistou uma cadeira que era do PT, José Serra substitui Eduardo Suplicy, e pelo Ceará, o PSDB ficará com uma cadeira que era ocupada pelo PCdoB, com Tasso Jereissati substituindo Inácio Arruda), o PSDB perdeu um senador por Goiás, Cyro Miranda (PSDB) dará lugar a Ronaldo Caiado (DEM), um em Mato Grosso do Sul, onde Rubens Figueiró (PSDB) será substituído por Simone Tebet (PMDB), e um na Paraíba, estado em que Cícero Lucena dará lugar ao ex-governador José Maranhão (PMDB). O partido passará das atuais 12 cadeiras para 11, portanto.

Perguntado se a chegada do trio mudará o perfil da bancada, Dias relativizou. “Ninguém joga só com o nome, as coisas dependerão do desempenho de cada um. Não se faz oposição em um dia ou dois meses, se faz permanentemente. (A presença dos três) ajuda, claro. Ajuda a manter o ritmo do entusiasmo até o fim de 2018. Fico muito feliz. Precisamos de reforço para dar volume. Fizemos um grande esforço, mas não conseguimos dar volume. Quem sabe agora nosso espaço possa ser ampliado”, analisa o senador paranaense.

Atual líder da bancada, o senador Aloysio Nunes (SP) acredita que dizer que a chegada do trio tucano mudará totalmente o perfil da bancada pode ser uma injustiça com os atuais senadores do partido. “Passa a ideia de que não fizemos oposição nesses quatro anos e de fato fizemos”, diz Nunes. Apesar dessa reflexão, o senador paulista comemora a chegada dos aliados.

“Vamos sair fortalecidos e continuaremos a ser uma bancada de oposição ativa”, afirma ele, que diz não acreditar que Aécio perca o protagonismo que conquistou como candidato a presidente mesmo diante da presença dos reforços. “O que queremos é união. Unidade virou um dogma para nós e não será a chegada dos novos que mudará isso”, declara o líder tucano.

“Será uma mudança sob o ponto de vista qualitativo muito importante”, diz Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), vice-líder do partido no Senado. Para o senador paraibano, não é só o reforço de Serra, Tasso e Anastasia que estimulará a bancada a agir de forma mais enérgica no enfrentamento ao governo. “Mudará pelo rescaldo da eleição. É visível que o tom mudou. A sociedade demanda essa mudança, quer uma oposição mais combativa. Portanto, no próximo ano o tom deve ser elevado”, defende o tucano.

PT

Se existe um misto de entusiasmo e expectativa entre tucanos, o PT também acredita que o trio tucano deverá tensionar mais o governo no debate no Senado, Casa hoje considerada apaziguada pelo Planalto. "É provável que isso aconteça, mas mesmo hoje já temos aqui o Aloysio, o Aécio, o (José) Agripino (DEM-RN) e o Álvaro Dias, que fazem oposição bastante dura. Vamos ter mais gente fazendo, mas estamos preparados", diz o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado.

Para Costa, o trio tucano deverá ampliar a quantidade de temas trabalhados pela oposição. "Eles terão a capacidade de abranger mais temas. São ex-governadores com experiência no parlamento e que trabalham temas diferentes. O Serra tem abordagem na área da saúde e economia, o Tasso reforça o debate sobre o Nordeste, enfim, acho que deve ter uma abrangência maior, mas como disse, estamos preparados para fazer esse enfrentamento", completa o líder petista.

Fonte: IG

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